O CONSUMIDOR, SEMPRE O CONSUMIDOR...


Não é nenhuma novidade e nunca é demais insistir: o consumidor precisa dispor de meios financeiros disponíveis para ativar o consumo. É difícil alguém ignorar que o consumidor é a mola propulsora da produção, do crescimento econômico, da geração de emprego e renda e é também aquele canal que concorre com o pagamento de tributos aos cofres públicos.
Se o consumidor está tenso por dificuldades de saúde, parte dos valores que seriam destinados aos bens de consumo seguramente serão levados para os remédios, exames, consultas e tantos outros gastos para curar os seus males.
Se o consumidor está naturalmente preocupado com o crescente índice do desemprego, não terá tanto ânimo e disposição para as compras e procurará, de alguma forma, destinar com mais rigoroso critério os seus recursos financeiros.
Se o consumidor ri quando são divulgados que os índices de inflação estão em baixa, mas que as suas compras regulares não se beneficiam em nada de qualquer tipo de redução de valores, certamente ele sabe que a realidade é bem outra.
Se o consumidor apresenta a inadiável necessidade de adquirir bens duráveis, invariavelmente ficará encontrando planos de pagamento parcelados anunciados como  sem juros  e aí, por mais leigo que seja em assuntos financeiros, vai sentir logo que esse  milagre  ainda não está sendo praticado na Terra.
Então, as compras ficam contidas. A demanda fica reprimida. A fraca circulação do dinheiro vai produzindo giro mais lento nos estoques. As Campanhas de Venda com ofertas que procuram ser competitivas, nem sempre conseguem exercer maior e mais decisivo envolvimento no consumidor. Este sim, com todo o seu benéfico amadurecimento, admirável autodidata que é nos últimos tempos, procurará tirar proveito máximo das melhores ofertas, aqui e ali, conquistando na somatória algumas pequenas vantagens nas suas compras básicas.
Por isso tudo que quem está na ponta, no último elo da produção e da distribuição, também procura(ou deveria procurar...) a cada dia dar mais ênfase para interpretar, conquistar, agradar, encantar e satisfazer o consumidor. Algumas organizações de varejo condicionam as suas operações apoiando-se em bem elaboradas pesquisas, que definem os efetivos anseios do consumidor e, mostram o comportamento da concorrência. Outras organizações não têm estrutura para tanto e tocam as suas atividades, quase sempre com a esperança de que a conjuntura melhore...
A grande verdade é que, a cada proximidade dos principais eventos do calendário promocional, sempre são reveladas declarações de otimismo com o possível crescimento das vendas; entretanto, feita a medição ao seu término, não se confirma quase nada do que era esperado e necessário, porque o consumidor continua com poucos recursos para consumir.
Face as realidades destes cenários, resta às organizações a busca obstinada de esforços à melhor Gestão, porInformações e Controles, com foco em Planejamento nas suas decisões de Compras, de Mix, de Estoques, de Margens, dePerdas, de Custos e, à Manutenção de seus Consumidores com procedimentos estratégicos e permanentes e, para tanto, faz-se necessária a garantia de Conscientização e de Comprometimento dos seus Times.
Gratos pela oportunidade de podermos compartilhar nossas sensibilidades.
Votos para um Dia Feliz e Boa Sorte....
João Luiz Allevato
Gente de Varejo