SÉCULO DO SABER !...


A história brasileira, a partir da clássica cena de Cabral fincando o pavilhão português no doce e selvagem solo baiano, já ultrapassou muito os 500 anos. A primeira imagem, se observada com cuidado, é uma espécie de banquete apoteótico, onde tudo se mistura e quem devora é logo depois devorado.
Na escala de velocidade atemporal do século XX, os últimos anos são mais do que os quase 500 que se arrastaram na modorra da colônia/império e na república das baionetas. Os anos
60 foram os anos da infância despudorada, da descoberta da pequena empresa como Instrumento de ação social. Os 70 foram marcados por contrastes violentos: de um lado o “milagre” e, de outro, uma crise sem precedentes em nossa economia. Os 80, tediosos como
uma maleta James Bond ou um terninho Pierre Cardin, marcaram a consolidação dos instrumentos de apoio institucional aos pequenos empreendedores. Os 90 trouxeram a grande
novidade: a tecnologia e a intercomunicação ao alcance de todos, a custos acessíveis e sem
os mistérios dos anos anteriores.
A década de 90 foi o momento em que a tecnologia e mercado marcaram seu primeiro encontro. Milhares de empreendimentos em todo o país consolidaram suas posições, criando estruturas empresariais duradouras e até mesmo carreiras internacionais, baseados no uso das novas tecnologias. A Internet passou a fazer parte do universo de preocupações da mídia e muitas delas levaram esta preocupação ao limite extremo cunhando a máxima de que “empresa não conectada é empresa morta”.
Mudou o Brasil a ponto de esta frase ser absolutamente verdadeira ?
Recentemente, por sensibilidade de nosso aprendizado profissional acumulado(...temos sido Bons Alunos), disponibilizamos um Artigo, com reflexões sob foco – Ponto COM ou Ponto MORTO – Uma questão de Opção...
O país absorveu tecnologia e impactos da globalização com uma vertiginosa volúpia.
Em 1950 éramos uma sociedade 70% rural e, hoje, somos certamente 80% urbanos.
A estrutura familiar passou de famílias com quatro filhos para famílias de dois filhos.
Os padrões de comunicação alteraram a identidade nacional, acentuando o caráter transformador destes instrumentos sociais. No meio deste furação, a distância entre o discurso e a prática se aprofundou. É fácil perceber hoje a distância que separa os verdadeiros empreendedores brasileiros e os que vivem do discurso da “pequena empresa brasileira”. Os primeiros, felizmente a maioria, são responsáveis pela criação de empregos e geração de novas experiências empresariais, inclusive na Internet, com olhos para ver o mundo e mãos no trabalho. Os segundos estão eternamente envolvidos com reuniões cuja pauta se repete há 30 anos ou, com projetos que nunca se completam, pois ou faltam verbas ou sobram descontinuidades de gestão...
Do lado de cá, aprendemos a Ouvir Clientes e Usuários, a Conceituar Projetos, Desenvolver Processos e implantá-los. Aprendemos a lidar com as Diferenças, com a Multiplicidade e com a certeza de que não há como parar de aprender. Produtos circulam de um lado a outro do planeta, artesãos de Adis-Abeba são afetados pela crise da Bolsa de Kuala Lumpur e, o botequim da esquina transforma-se num restaurante de nome Shirley´s e, intermináveis são  as variedade de produtos Made in China ...
Crise ? Qual crise ? (Crise é Má Administração de Mudanças...)Superamos todas elas e, aprendemos a viver permanentemente em estado de alerta e de mudança. Os fatos sempre se superam drásticamente.
Neste século 21, talvez dois conselhos bastem para estimular as iniciativas dos verdadeiros empreendedores:
O primeiro – esgote sua capacidade de absorção e, disciplinadamente, conheça todas as novidades tecnológicas, todas as tendências, todos os macetes técnicos e parâmetros da criatividade. Leia, Pesquise, Pergunte, Conecte-se, Oriente-se, Atualize-se, Navegue, Voe...
O segundo – esqueça tudo o que aprendeu, renegue tudo, desconfie de tudo. Está tudo ficando velho, incompleto, morto...Recrie a Vida, recrie a Empresa e o conceito de seu próprio negócio. Você precisa disto, o País precisa disto.
Última Sugestão – faça isso rapidinho e sem medo, pois atrás de você vem um outro empreendedor, ainda mais ousado e criativo, que pode colocar em prática os conselhos acima e tudo que você fez, se não for de qualidade e baseado em talento verdadeiro, pode logo se transformar em coisa antiga, ultrapassada.
Seus maiores Investimentos devem ser em Diferenciais – CONHECIMENTO e GENTE !...


Boa Sorte e, viva o Século do Saber !...
João Luiz Allevato Junior
Gente de Varejo