DIFICULDADES VAREJISTAS...
Durante as últimas décadas, quem passou pelos Centros Comerciais de São Paulo e do Rio de Janeiro e, em alguns destacados Bairros, certamente notou (ou,incomodou...) a presença do legítimo camelô expondo algum produto novo, um aparelho, um cd ou utensílio de descascar frutas, de cortar legumes ou qualquer outro de forte apelo popular. E, no ponto estratégico fica apregoando em alto e bom som: “Não precisa prática, nem habilidade...”. Rodeado de bom público, prossegue fazendo demostrações e realizando vendas (às vezes aos seus próprios contratados … ).
Ao passar cada dia, no tempo não muda apenas a data, mas surgem tantas inovações, inúmeras influências, inesperadas situações e exigências a serem atendidas.
O Consumidor, que criou o próprio reinado como conseqüência do seu grande padecimento ao ser envolvido em tantos mal-sucedidos Planos Econômicos, desde Cabral do Descobrimento, tem agido com bastante maturidade e revelando invejável autodidatismo. Sim, porque não há escola de consumo, não há faculdade voltada para essa sua formação, para esse bem delineado comportamento. A sua firme postura perante o fornecedor, mantendo a demanda reprimida ou sob rigoroso controle, advém daquela soma de dificuldades de ter a sua receita estagnada de um lado ou pouco valorizada, enquanto os preços sobem por influência das leis do mercado ou até mesmo por práticas abusivas, de mera especulação ou oportunismo.
Por isso mesmo que as atividades varejistas, assim como todas as demais, nos tempos atuais, exigem com muita lucidez que se tenha o conhecimento de bastante Prática e imensa Habilidade.
A globalização da economia veio incrementar muito mais toda essa necessidade de ajuste do Comércio Varejista, porque as poderosas redes mundiais chegaram e continuam chegando em grande escala(face as baixas restrições e os atrativos pelo tamanho do mercado brasileiro). Estão com sua operação voltada para os Lucros que o Brasil pode proporcionar aos seus investimentos, quer comprando empresas tradicionais, quer fazendo fusões e, quer diversificando bandeiras para atender segmentos e públicos diferenciados.
As Mudanças do Varejo Brasileiro estão aí requerendo a adoção de programas de reestruturação, que exigem imediata decisão do empresário e, a conseqüente aplicação de recursos financeiros. Essa decisão nem sempre é tomada com a urgência esperada e, esses recursos financeiros nunca estão disponíveis no tempo necessário ou, têm custo restritivos às ações desejadas. Como resultado, vai ficando cada dia mais difícil enfrentar os gigantes(considerando desigualdades...) e, até aquele varejista local que enxergou longe, saiu na frente, fez mudanças, alterou seus rumos, redefiniu estratégias ( isso é ótimo !...) e, já mostra outro posicionamento adequado ao novo cenário do mercado. 
Finalmente, é fundamental não esquecer que a plena solução das várias Dificuldades Varejistas nunca vai estar na mortífera Guerra de Preços. São ingredientes básicos da necessária Mudança – Alto Padrão Gerencial(Investimento em Gente !...), Disponibilidade de Informações(do Negócio, do Mercado e dos Clientes), Revisão criteriosa de Mix Produtos, Gestão de Estoques, Prestação de Serviços e ATENDIMENTO !...
Esperamos, mais uma vez, termos sido úteis de alguma forma.
Boa Sorte !...
João Luiz Allevato JuniorGente de Varejo