O “VÍCIO” OU A “REALIDADE” DA FALTA DE TROCO !!!...
Há um crônico vício encalacrado em parte dos estabelecimentos varejistas do nosso esportivo e querido Brasil. É aquela constante realidade de nunca dar o troco correto aos seus clientes. Como a nossa moeda é dividida em centavos e, a “formação do preço final”, em razão de vários fatores(cultura, modismo, cópia, falta de criatividade,...), nunca é arredondado, então a somatória da compra vai produzir um valor que também não será arredondado. Nos supermercados, principalmente, mesmo porque as pequenas diferenças para baixo nos preços são consideradas atrativos em meio à acirrada competitividade, é muito raro(o que deveria ser um Diferencial, uma Ferramenta de Marketing...) que a operadora de caixa entregue o troco correto(somos testemunhos ou... vítimas  semanais desta realidade...). O uso generalizado do computador instalado nos check-outs, favorece que seja feito o cálculo entre o valor entregue pelo cliente, o total da compra e o troco resultante. Mesmo assim, as gavetinhas são abertas e, muito raramente, delas é retirado o troco exato(com destaque às frações de 1 a 9 centavos....).
Quando o cliente se manifesta, aí vem um sorrisinho mais amarelo do que propriamente pela satisfação de mais uma venda realizada, quando não uma postura agressiva e, a afirmativa de não ter solução...Às vezes, até podemos presenciar o endurecimento do cliente exigindo o seu direito do troco correto. E aí é mobilizado o responsável pela chamada frente de caixas, que algumas vezes se disponibiliza ir até o caixa geral para trazer os centavos faltantes...Também é comum notar que grande parte dos clientes não se manifesta e faz indiferença quando é surrupiado em alguns centavos(sempre...). E aí fica a dúvida: o cliente se sente suficientemente rico ou não sabe exercer o seu direito de ser plenamente respeitado como consumidor. Como isso vai se tornando cada mais crônico, esse antigo mal, infelizmente, perdura nos caixas de grande parte dos estabelecimentos varejistas. Já foi o tempo do uso da balinha, da goma de mascar ou da caixa de fósforo para tentar compensar a então alegada falta de moeda divisionária em circulação. Entretanto sabemos, que a grande verdade é que o país tem a dependência de abastecimento pela Casa da Moeda e, que o troco está(ou deveria estar...) disponível no seu agende distribuidor, que é o Banco do Brasil. O que falta, à solução e satisfação plena dos clientes, não é somente a disponibilidade de moeda em circulação, mas sim um correta efetiva linha de procedimentos para retaguarda e atendimento por nossos parceiros financeiros / uma correta gestão dos responsáveis pela operação das lojas e, uma revisão criteriosa à viabilidade de arredondamentos  na formação dos preços de venda com impacto na soma dos valores de compras dos clientes e, facilitador à correta disponibilidade do troco devido e obrigatório !...
Não há nunca nenhum exagero ao afirmarmos que o cliente deve permanecer colocado num pedestal e, que o empresário varejista bastante consciente dessa realidade, exerce um culto(ou deveria fazê-lo...) suficientemente bem elevado para merecer e conquista a sua valiosa fidelidade !!!...
Boa $orte...

João Luiz Allevato Junior

Gente de Varejo